(Source: the-thousand-synonyms-of-love, via as-cicatrizes-do-teu-amor)
(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e, via as-cicatrizes-do-teu-amor)
Eu lembro dos seus sorrisos. Das suas caras e bocas. Dos seus olhares, mãos e suspiros. Lembro de exatamente tudo dele. De seus abraços apertados, dos seus beijos. Lembro dele como se o tivesse visto ontem, e talvez eu até o tenha visto, sim. Eu o vejo toda noite - nos meus sonhos. Neles ele vem, me abraça e diz que vai ficar tudo bem, olha nos meus olhos e diz que me ama. Sinto que meus sonhos são apenas manifestações das lembranças - das boas lembranças - que sempre guardarei comigo. Lembranças que meu ser deseja com todas as forças que se repitam logo. Lembranças de quando nós sentávamos nos bancos da rua e ele deitava sua cabeça em meu colo, por exemplo. Da vontade incontrolável de gritar que o amo, do jeito que eu ficava quando ele me chamava de linda. Dos seu cheiro, dos seus gestos. De como ele demonstrava o que ele sentia da forma mais natural o possível. Da falta de vergonha na cara que ele tinha. Aquela coragem de dizer ‘eu te amo’ sem nem sequer gaguejar, ah, isso eu admiro.
Graças a Deus ele me entende nos gestos, nos detalhes, nas entrelinhas. Se não entendesse, vish, coitado. Bem, vou explicar: o problema e que quanto mais eu gosto de alguém, mais eu o insulto e xingo. Repito: graças a Deus ele me entende pelos gestos. Graças a Deus ele sabe que meus insultos sao de puro afeto, e me insulta de volta.
Se ele estivesse aqui do lado lendo isso, eu espearia ele chegar nessa parte, o olharia nos olhos e soltaria um ‘eu te odeio, imbecil’, ele me chamaria de idiota e me acolheria em um daqueles abraços que só ele sabe dar… Que aliás eu realmente precisaria de um daqueles, agora.
- Kelly G
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E quantas vezes você imaginou uma cena, e automaticamente sorriu?
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